IGREJA BATISTA EXODUS
"UMA IGREJA COM PROPÓSITOS"
IGREJA BATISTA EXODUSHome Page da IbexIBEX A HistóriaBiografia PastoralUltimos eventos da IbexMembros Congregados e CriançasEx Membros da IbexCalendario de AniversárioProjeto Exodus Para o Interior da BahiaFotos dos EventosVeja Ibex 2002 2008Batistas I Biblicidade, História e IdentidadeBatistas II Confissões de Fé Portal de NoticiasArtigos Para Lêr e ComentarFórum InterativoLivro de visitas
Batistas I Biblicidade, História e Identidade
BIBLICIDADE
 
Deus trabalha em parceria com nossas características ( 1 Co 3:9)
A Missão que temos é divina mas somos instrumentos de sua graça ( Mt 28:18-20)
Nós somos guiados pelo Espírita Santo ( Rm 8:14)
Temos o Espírito mas não somos espírito (Rm 8:9)
Deus é Espírito ( Jo 4:24)
Os anjos são espíritos ( Hb 1:14 ; 1 Co 4:9 ; 1 Pe 1:12)
Mas os homens são um complexo de espírito, corpo e alma (1 Ts 5:23).
Os homens e suas realizações passam por um contexto histórico temporal e isso não é nenhum demérito á nossa humanidade ( 1 Co 10:11 ; Tg 5:10).
O desafio é termos uma identidade que possa ser observada pelo Senhor Jesus como foi a do grande profeta João, o Batista ( Mt11:11 ; Jo 10:14 ; Ap 2.2)
Nos tempos de perseguições é mais fácil identificar os que são verdadeiramente comprometidos com os valores do Reino (Hb11:35-40)
Mas em tempos de calmaria o joio cresce com o trigo em grande abundancia ( 1 Co 5:11 ; Mt 13:38 ; Mt 24:12)
E não nos cabe a arriscada tarefa de ceifá-lo e queimá-lo (Mt 25:32)
Isso pertence ao Senhor (Mt 13:27-30 e 40-43)
Entretanto, devemos firmar nossa identidade Batista.
 
Assumir a cada dia que a nossa missão de testemunho vem do Senhor, pois dEle somo enviados, e que temos um nome, uma identidade, somo tão batistas como João o foi (jo 1:6).
 
HISTÓRIA
 
Institucional e historicamente somo pré-reformistas. Organizacionalmente, a primeira Igreja Batista, como conhecemos hoje, nasceu em Spitafields, na Inglaterra no ano de 1612, com Tomas Helwys, mártir inglês da liberdade de consciência, no reinado de Tiago I.
 
Os primeiros batistas foram perseguidos pelos religiosos europeus e se transformaram em pioneiros da liberdade na nova nação americana que ainda não se tinha desapegado do estigma de uma igreja dogmática, hierárquica, institucional e ligada ao Estado.
 
Foi Roger Williams quem fundou a primeira Igreja Batista em solo americano, em Providence no ano de 1639. Vale ressaltar que foram os batistas , nesta concepção de liberdade que influenciaram decisivamente a formação democrática contemporânea e a própria Constituição  dos Estados Unidos, pais em que somos o maior grupo evangélico.
 
Os Batista chegaram ao Brasil no ano de 1860, no estado do Rio de Janeiro, mas a Primeira Igreja Batista verdadeiramente Brasileira só veio a ser organizada em 15 de outubro do ano de 1882, na cidade de Salvador na Bahia.
 
Há historiadores batistas que advogam, um tanto dogmaticamente, que a denominação “ batista” é diretamente ligada aos primórdios do cristianismo, dos tempos de João Batista, concordamos que doutrinariamente o somos, pois pregamos a Cristo e o batismo aos arrependidos (Mc1:4). Documentalmente entretanto, a origem do termo vem da ênfase dada ao re-batismo por cristãos genuínos que não aceitavam o batismos de crianças “pois, para eles, crianças recém-nascidas não podiam ter consciência de pecado, regeneração, fé e salvação. Para adotarem essas posições eles estavam bem fundamentados nos evangelhos e nos demais livros do Novo Testamento. A mesma fundamentação tinha todas as outras doutrinas que profesavam. Mas sua exigência de batismo só de convertidos é que mais chamou a atenção do povo e das autoridades, daí derivando a designação “batista” que muitos supõem ser uma forma simplificada de “anabatista”, aquele que batiza de novo”.
 
IDENTIDADE
 
Divergências históricas à parte, todos reconhecemos que nossa concepção doutrinária remota aos primórdios neotestamentários, nossa maior ênfase, já que somos totalmente livres de qualquer outra tradição que não a bíblico-cristã. Assim podemos fundamentar nossa história e nossas características essenciais, nos seguintes pilares:
 
  1. A Bíblia é a única regra de fé e pratica, pois cremos que ela veio a ser o que é por influencia direta e indireta do próprio Deus.
  2. A Graça de Deus manifesta em Jesus é a única forma de restaurar o propósito de Deus na vida do homem, posto que graça (charis)é um favor não merecido pelo que recebe.
  3. A Fé é o único meio do homem alcançar a graça (charis) de Deus, pois “ sem fé é impossível agradar a Deus” e “ Deus é Espírito”.
  4. É pessoal a Responsabilidade de cada homem diante de Deus, já que “ cada um dará conta de si mesmo a Deus”.
  5. Todos tem liberdade de se expressar i Interpretar a Bíblia, Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santos, já que é a verdade que liberta e esta e impessoal.
  6. A Igreja é uma Comunidade Apostolar Local de Pactuados com Cristo, regenerados e biblicamente batizados, com total independência do Estado ou de qualquer outra instituição, sendo ela o corpo de Cristo, acima da qual só existe o próprio Senhor da Igreja.
  7. O nosso sistema de governo é a Teocracia Congregacional que se manifesta através do voto democrático dos membros, na compreensão de que estes trazem em si o Espírito Santo.
  8. A nossa visão é missionária já que o mundo precisa conhecer a verdade do Senhor e o Senhor da Verdade que liberta e salva eternamente.
  9. A nossa relação com outras igrejas é Cooperativa e Voluntária e tem a finalidade de cumprir a missão comum de tornar conhecidas as boas novas da vida da vinda do Senhor Jesus, autor e consumador da fé e da hist´ria.
  10. É prioridade para nós a Defesa da vida e dos Direitos Individuais do homem na compreensão de que cada um traz em si a imagem e a semelhança do próprio Deus.
 
Fonte:STBn: Sóstenes Borges de Souza
 
A HISTORIA DOS BATISTAS NO MUNDO
A história mundial dos Batista pode ser contada a partir de duas raízes principais:
a) Das suas doutrinas;
b) Do surgimento no cenário mundial com o nome Batista.
    CONSIDERANDO AS RAÍZES DOUTRINÁRIAS, os Batistas saem diretamente das páginas do Novo Testamento: dos lábios e ensinos de Jesus e dos apóstolos e tem sua trajetória marcada pela oposição a toda corrupção da doutrina cristã claramente exposta no Novo Testamento.
    Ao consultar a DECLARAÇÃO DOUTRINARIA da Convenção Batista Brasileira você verá que as nossas doutrinas saem, com clareza límpida, das Sagradas Escrituras.
    A corrução de algumas doutrinas e praticas do cristianismo começaram a surgir muito cedo em sua história, como pode ser constatado nos escritos dos apóstolos. Esta corrução foi se ampliando após a "conversão" do Imperador Constantino ( 306 a 337) ao cristianismo, ocorrida a partir de 312 quando incorporou a cruz ao seu estandarte e passou a favorecer os cristãos.
    Muitos destes resistentes rejeitavam as inovações doutrinárias e as praticas e por isso foram perseguidos, exilados e mortos.
    Eles mantiveram acesas as doutrinas cristãs genuínas e possibilitaram, que através dos tempos, outros se levantassem na Idade Média   como Cláudio de Turim, Pedro de Bruys e Henrique de Lausanne, Pedro Vado João Wycleffe, João Huss e muitos outros.
    Com o surgimento da Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero, e deflagrada em 31 de outubro de 1517quando da publicação das suas famosas 95 teses, na porta do Castelo de Wittenberg, criou-se a oportunidade de que muitos grupos dissidentes intensificassem suas pregações, e entre eles os chamados Anabatistas que sustentavam muitas doutrinas que os batistas esposam e representavam o grupo mais ativo e poderoso daquele momento. O nome que lhes foi dado ANABATISTAS "significa os rebatizadores".
    Finalmente, 1608 um grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa, liderados por John Smyth que era pregador e Thomas Helwys que era advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrina batista, como era o sonho dos dois lideres.
    John Smyth batizou-se por imersão e em seguida batizou os demais fundadores da igreja, constituindo-se assim a primeira igreja organizada, tendo como espelho as doutrinas do Novo Testamento inclusive o batismo por imersão e mediante a profissão de fé em Jesus Cristo.
    Com a morte de John Smyth logo depois, e da decisão de Thomas Helwys e seus seguidores de regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada se desfez e parte dos seus membros se uniram aos menonitas.
    CONSIDERANDO AS RAÍZES DO NOME BATISTA, a historia começa com a organização da Igreja em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612, por Thomas Helwys e seus seguidores, já batizados na Igreja em Amsterdã. É esta Igreja, que agora inicia a linhagem de igrejas batistas que começam a crescer na Inglaterra sob severa perseguição por dissentirem da igreja oficial, a Igreja Anglicana.
    A perseguição aos batistas e a outros grupos separatistas, os levou a várias partes do mundo, e em especial às colônias da América do Norte, em busca da liberdade religiosa.
    Dois ilustres homens são considerados fundadores das igrejas Batistas em solo americano, Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rode Island, e John Clark que organizou a Igreja Batista de Newport, também em Rods Island e conhecida desde 1648. Os batista se espalharam pelas diversas colônias da América do Norte e fora influentes na formação da constituição americana de 1781.
    A expansão dos Batistas no mundo.
    Em 1791, um jovem pastor inglês chamado William Carey sentindo forte compaixão pelas multidões pagãs da Índia, decidiu iniciar com o apoio de vários pastores, um movimento para o envio de missionário àquelas terras. Assim foi criada a Sociedade de Missões no Estrangeiro, que tem tido uma participação muito grande na expansão da obra Batista na Ásia e África além de outros continentes e inclusive no Brasil.
    Por sua vez, os Batistas Norte Americanos foram grandemente motivados a evangelizar o mundo. Um jovem casal de missionários Adoniram e Ana Judson enviados em 1812 pela Igreja Congregacional, para evangelizar a Índia, com destino a Calcutá, examinando a Bíblia, especialmente o Novo Testamento, a doutrino do batismo, já que iriam se encontrar com o missionário Batista William Carey e seu grupo de pastores, acabou por concluir que os batista estavam certos. Eles foram batizados pelo Pastor William Ward companheiro de Carey.O mesmo fato aconteceu com outro missionário Congregacional, também enviado a Índia, Luther Rice, que igualmente foi batizado, tornando-se Batista.
    Eles decidiram que Adoniram Judson permaneceria no Oriente e Luther Raice voltaria aos Estados Unidos para mobilizar os Batistas para a obra missionaria. Seu trabalho vingou e em maio de 1814, foi funda uma Convenção em Filadélfia com o nome de "" Convenção Geral da Denominação Batista nos Estados Unidos para Missões no Estrangeiro".
    A partir daí, a obra missionária dos batistas iniciou um gigantesco crescimento. Chegando inclusive, através dos Batistas do Sul dos Estados Unidos, o Brasil. onde foi organizada, no dia 15 outubro de 1882, a Primeira Igreja Batista para Brasileiros em nossa terra e, deste trabalho, é que surgiu a Convenção Batista Brasileira.
    Hoje os Batista estão presentes, em cerca de 200 países e representam uma população de perto de quarenta milhões de membros e atingem cerca de cem milhões de pessoas no mundo inteiro.
 
Conta-se que numa determinada igreja do interior do Brasil, um grupo de pessoas reuniu-se, como de costume, num dos cultos de quarta-feira, com o objetivo de escolher o nome mais adequado para uma nova congregação a ser fundada. Com a mediação equilibrada do pastor, todos os membros presentes puderam dar sua sugestão, democraticamente, antes que a decisão fosse tomada. No calor dos comentários e opiniões livremente expostas, uma idéia de nome causou espanto: "Igreja Batista do Apocalipse 21", propôs um dos participantes mais entusiasmados. Diante da explosão de exclamações de espanto que sucederam a estranha proposição, o pastor solenemente interpelou o autor: "Mas o irmão acredita que esse nome seja biblico?" Para surpresa do ministro que presidia a sessão e de todos os presentes, a resposta veio rápida e certeira: "Só não seria bíblico se a sugestão fosse, por exemplo, Igreja Batista do Apocalipse 23, pois como o senhor bem sabe, não existe esse capítulo na Bíblia", rebateu o fiel.
Essa simples anedota exemplifica de maneira clara um conceito fundamental entre os adeptos da Igreja Batista, uma das mais sólidas e conceituadas denominações protestantes do Brasil: a valorização da liberdade e da democracia. Desde seus primórdios, os batistas decidem democraticamente sobre todas as questões que se referem à sua igreja, desde que mantidas as bases bíblicas, das quais não abrem mão. A postura batista com relação a liberdade exercida por seus membros se confunde com a história da igreja. As famosas Declarações de Fé - documentos escritos por teólogos da igreja que através dos séculos reproduzem sua ideologia - já marcavam essa posição muito antes do primeiro missionário pôr os pés no Brasil, em 1860. Naquele ano, o missionário norte-americano Thomas Jefferson Bowen aportou na cidade do Rio de Janeiro, capital do Império do Brasil. Na longa travessia marítima, dois livros foram seus companheiros de viagem em alto-mar: a Bíblia e o Cantor Cristão.
 
O pastor Bowen foi o primeiro missionário enviado ao Brasil pela Junta de Richmond, associação de igrejas batistas do Sul dos Estados Unidos. Sua missão era organizar uma igreja de língua inglesa para os imigrantes americanos. Também tinha intenção de trabalhar entre os escravos, já que vinha de um longo período como missionário na África, onde inclusive aprendera o dialeto iorubá, corrente entre os negros traficados para o Brasil. Seu sonho missionário, entretanto, virou pesadelo. Além de sofrer sérios problemas de saúde, o pastor foi impedido pelas autoridades de propagar uma mensagem cristã que se caracterizava pela distância com os ensinos católicos, até então a religião oficial do país. Bowen acabou ficando no Brasil por apenas nove meses, período emque se comunicava com freqüência, através de relatórios, com seus superiores da Junta. Nestas epístolas, o missionário se queixava do alto custo de vida, do clima quente da cidade do Rio de Janeiro e principalmente daameaça da febre amarela, problema crônico de saúde naqueles idos do século 19.
A Junta de Richmond ficou tão decepcionada com as dificuldades enfrentadas por Bowen que não quis mais arriscar e cancelou todos os planos missionários para a América do Sul. Mas Deus tinha seus planos. Depois dessa primeira tentativa frustrada, não demorou muito e um conflito social acabou sendo o estopim que detonou a verdadeira explosão missionária no Brasil. Com a Guerra de Secessão (1859-1865), entre os estados do Norte e do Sul dos EUA, milhares de imigrantes americanos vieram para o Brasil a partir da segunda metade do século passado, em busca do sonho da paz e prosperidade. Em sua maioria, os colonos eram de formação protestante. Curiosamente, essa segunda onda evangelística tinha um caráter bem mais informal - ao contrário da missão de Bowen, planejada e patrocinada pela Junta de Missões Estrangeiras, essa leva de protestantes emigrou em busca da sua própria sobrevivência.
 
Thomas Jefferson Bowen era missionário americano na Nigéria, África, trabalhado entre os nativos da tribo Yoruba. Depois de algum tempo na África, retornou aos EUA e foi enviado em 1860 para o Brasil, uma vez que muitos escravos que falavam o dialeto yoruba,(língua corrente entre os negos traficados) podiam ser alcançados.
Oito meses depois, devido a problemas de saúde e pelo impedimento das autoridades de pregar o evangelho, visto que sua mensagem se distanciava dos ensinos católicos, até então a religião oficial do país, Bowen precisou retornar ao seu pais, desta vez em definitivo.
 
Tempos depois, um grupo de colonos norte americanos, sulistas derrotados na guerra entre o sul e o norte (1859 – 1865), desembarcou no Brasil, em Santa Bárbara do Oeste,SP. Grande parte destes colonos eram de origem protestantes e em 10 de setembro de 1871 eles organizaram a Primeira Igreja Batista em terras brasileiras, sob a coordenação do pastor Richard Ratcliff. No inicio os cultos ainda eram em inglês, o que afastava os habitantes locais. Os primeiros cultos em português só ocorreram dez anos depois, com a chegada ao Brasil do missionário William Buck Bagby e sua esposa Anne, que rapidamente aprenderam o português, no colégio Presbiteriano de Campinas. Um dos instrutores do casal foi o ex-padre Antonio Teixeira de Albuquerque. Sacerdote católico na província de Alagoas, ele converteu-se ao protestantismo sozinho, ao estudar a Bíblia. Depois de abandonar a igreja de Roma, o ex-padre peregrinou pelo Brasil até chegar a Campinas, onde tornou-se o primeiro brasileiro a ser consagrado pastor batista.
 
A conversão do católico , contudo, foi uma exceção. Falar do evangelho naqueles dias era motivo de perseguições e, até mesmo, espancamentos. Tudo por causa da intolerância religiosa patrocinada, principalmente, pela igreja Católica. Certa vez o casal Bagby estava realizando um batismo numa praia do Rio quando foram interrompidos pelos gritos de “hereges” por uma multidão enfurecida. William foi detido por um homem que afirmava estar cumprindo ordens do chefe de policia. Na verdade, a prisão fora ordenada por um padre, irritado com o trabalho dos missionários batistas. A situação só foi contornada graças aos jornais da cidade, que descobriram a artimanha e publicaram reportagens condenando o comportamento das autoridades. A repercussão foi tanta que a policia acabou sendo forçada a dar cobertura aos cultos dos crentes.
 
Naquele mesmo ano de 1881, o casal Bagby, auxiliado por outra dupla de missionários, Zacchary e Kate Taylor, deram seqüência ao seu plano evangelístico e decidiram pregar nos grandes centros urbanos do Brasil. Para tanto, viajaram até a Bahia e no dia 15 de outubro fundaram primeira igreja Batista do Brasil, em Salvador – na época, a segunda maior cidade do país, com 250 mil habitantes. O sucesso do trabalho no nordeste encheu William Bagby de coragem, e ele resolveu vir para o Rio de Janeiro, onde fundou uma congregação no bairro do Estácio que, logo de inicio, conseguiu a adesão de quatro pessoas.
Com a abertura do campo missionário brasileiro través do sucesso de Bagby, as organizações batistas americanas resolveram investir. Os obreiros americanos que aqui chegavam traziam consigo o modelo de igreja que conhecia na sua terra natal, implantando a estrutura eclesiástica americana. Alem da estrutura cuidadosamente organizada, as igrejas brasileiras fizeram questão de manter o modelo congregacional de governo caracterizado pela autonomia de cada igreja local – uma marca dos batistas que predomina até hoje. Com o tempo, as comunidades foram adaptando seus costumes à realidade brasileira, mas sempre mantendo a identidade.
 
À medida que as igrejas batistas se multiplicavam surgiu a necessidade de reafirmar o ideário do segmento. Essa tradição ideológica jamais se perdeu no tempo, graças à estratégica programação através de publicações como livros, Bíblias, revistas de estudo e jornais. A tradição batista legou aos evangélicos brasileiros outra preciosidade: O Cantor Cristão, que eternizou centenas de hinos cantados até hoje por crentes de todo pais. Da primeira edição, de 1891, até hoje, as paginas do cantor tem sido fonte de louvor e inspiração. Dos hinos do acervo, mais de 100 foram compostos ou traduzidos pelo missionário e músico judeu polonês Salomão Luiz Ginsburg, que viveu 37 anos no Brasil. Ginsburg é considerado por muitos o mais importante hinologista brasileiro também foi um evangelista de visão avançada para o seu tempo. Coube a ele o mérito de ter sido o primeiro a imaginar uma associação que agrupasse todas as igrejas da denominação em 1894. As idéias de Ginsburg acabaram influenciando a história da igreja Batista Brasileira.
 
Como as congregações do inicio do século não tinham condições de sozinhas, alcançar todo território brasileiro e o exterior, em 1907 surgiram duas grandes entidades missionárias: a Junta de Missões Nacionais (JMN), e a Junta de Missões Mundiais (JMM). Hoje, esses departamentos contam com uma média de mil missionários espalhados pelo Brasil e pelo mundo todo. Também no inicio deste século, as igrejas passaram a se agrupar nas chamadas convenções, com o objetivo de gerir causas comuns como o trabalho de missões e a manutenção de seminários, orfanatos, asilos e colégios. Essa estrutura ampliou-se, buscando cooperação entre as igrejas. Surgiu assim a CBB – Convenção Batista Brasileira, que abriga aproximadamente 5,6 mil igrejas da denominação, com quase 6 mil pastores e aproximadamente um milhão de membros. A convenção possui uma média de mais de 500 missionários no exterior.


Convenção Batista Brasileira (CBB)
Sede: Rio de Janeiro
Fundação: 1907
Fiéis: O último censo da denominação, realizado em 1995, encontrou 873.319 membros. A estimativa atual é de 1 milhão de fiéis
Pastores: 5.890
Templos: 5.554
Distribuição: As igrejas da CBB estão disseminadas por todo o território nacional. A convenção mantém mais de 500 missionários no exterior.
Atividades da denominação: Existem dezenas de seminários em todo o Brasil, dos quais o maior é o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, com mais de mil alunos, referência nacional do ensino religioso. Como as igrejas batistas são independentes umas das outras, não existem estatísticas centralizadas sobre atividades assistenciais como escolas, creches, asilos e orfanatos, que são mantidos pelas congregações locais. Um dos projetos mais destacados nessa imensa rede de ação é o Reencontro, da Primeira Igreja Batista de Niterói (RJ). Utiliza amplo sistema de comunicação, com programas de rádio e TV, além de revistas e jornais. Denominação fortemente identificada com a História do país, a Igreja Batista tem influído, ao longo do século, em diversos setores da sociedade, seja através de ações diretas de seus departamentos ou da atuação de seus membros envolvidos na política, nas instituições civis e no meio acadêmico.
AVIVAMENTO

Um dos motivos de orgulho dos batistas brasileiros - a coesão - só veio a sofrer um abalo considerável no final da década de 50. O Brasil presenciava um avivamento pentecostal, iniciado pelo trabalho de missionários norte-americanos. Foi a época do surgimento de grandes igrejas carismáticas, como a Quadrangular, o Brasil Para Cristo e a Nova Vida. Paralelamente, diversos setores evangélicos tradicionais experimentaram a renovação espiritual. Não demorou muito e o movimento alcançou os arraiais batistas, através de um pastor ainda pouco conhecido, mas que no futuro seria lembrado como um dos maiores líderes evangélicos do século. Na noite de 18 de outubro de 1958, o pastor José Rego do Nascimento, da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), voltava de um culto no Seminário Batista do Sul do Brasil, no Rio - um dos mais antigos e respeitados da denominação -, quando foi abordado por um grupo de alunos. Convidado a participar de uma vigília de oração promovida pelo grêmio estudantil, Rego, embora estivesse exausto, aceitou. O que aconteceu naquela noite delineou a história do ramo batista pentecostal no país. Rego e os seminaristas que participaram da reunião foram batizados com o Espírito Santo - uma experiência que até então só conheciam de ler no Novo Testamento, caracterizada pelo exercício de dons espirituais. José Rego do Nascimento relatou os acontecimento a seu colega e também pastor batista Enéas Tognini, que logo aderiu ao avivamento e tornou-se ícone do movimento pentecostal que acabou dividindo a denominação. Em 1967, Tognini fundou a CBN (Convenção Batista Nacional), reunindo 60 igrejas. Hoje, a CBN é presidida pelo pastor Daniel Leite, de Betim (MG) e tem aproximadamente 1,2 mil igrejas, todas independentes, mas vinculadas pela teologia pentecostal. Além das duas grandes convenções, existem ainda a Igreja Batista Regular, a Igreja Batista Independente, a Igreja Batista Bíblica e a Igreja Batista Fundamental, que embora expressem interpretações bíblicas diversas, têm como elo fundamental a soberania das decisões tomadas pelo povo. Nas igrejas batistas, tudo é decidido pelos membros: desde a escolha do pastor até o orçamento da comunidade. Até mesmo o nome de sociedades internas como corais e grupos de jovens passam pelo voto. A tradição democrática é até hoje um dos maiores orgulhos dos batistas.
 
Convenção Batista Nacional (CBN)
Sede: São Paulo
Fundação: 1967
Presidente: Daniel Leite
Fiéis: 200 mil
Pastores: 1,4 mil
Templos: 1.100 igrejas e 2 mil congregações
Distribuição: A maior parte das igrejas está situada no Sudeste, notadamente no Estado de Minas Gerais. Existem também trabalhos missionários no México, Albânia, Espanha, Paraguai e Chile.
Atividades da denominação: Além de 18 seminários teológicos, a CBN possui escolas, abrigos de menores, clínicas médicas e outras obras assistenciais. Nas grandes cidades, os fiéis da denominação destacam-se pela atuação em missões urbanas, como evangelismo ostensivo e distribuição de donativos. Além das atividades nos templos, as comunidades ligadas à CBN promovem cultos ao ar livre, concentrações, eventos musicais e reuniões informais nas casas dos membros. Algumas igrejas caracterizam-se por cultos carismáticos, onde a ênfase é dada aos dons espirituais como curas divinas e profecias. As igrejas da CBN utilizam os meios de comunicação na divulgação de sua mensagem.
  por Marcelo Dutra

IGREJA BATISTA EXODUSHome Page da IbexIBEX A HistóriaBiografia PastoralUltimos eventos da IbexMembros Congregados e CriançasEx Membros da IbexCalendario de AniversárioProjeto Exodus Para o Interior da BahiaFotos dos EventosVeja Ibex 2002 2008Batistas I Biblicidade, História e IdentidadeBatistas II Confissões de Fé Portal de NoticiasArtigos Para Lêr e ComentarFórum InterativoLivro de visitas
Todos os direitos reservados @ IBEX 2008